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O padre Francis Drohan nasceu no dia 28 de Novembro em Clanmel, na Irlanda, e aos 15 anos de idade iniciou o noviciado na casa salesiana de Cowley-Oxford. Depois de ter emitido a primeira profissão, muito jovem ainda deu início ao seu mandato missionário e no dia 22 de Novembro de 1936 pisou pela primeira terras do Japão.
Apesar de muito jovem, o missionário mostrava já bem marcados aqueles que seriam os traços fundamentais da sua acção missionária. Aquando do pediddo de renovação dos votos em 1939, o seu Director escreveu na carta de aceitação: “Comportou-se bem: ama o trabalho”, uma frase que sintetiza perfeitamente a existência inteira do padre Drohan.
Em 1941 é transferido para a Austrália, Melbourne, onde permaneceu até 1953, completando a sua formação e sendo ordenado sacerdote, em 28 de Julho de 1946. Regressado ao Japão em 1953, dedicou-se por inteiro ao ensino na escola de Miyazaki, mas por motivos de saúde, tendo contraído a tuberculose, teve de passar alguns anos no hospital. Nem sequer nestas condições perdeu a vontade trabalhar e durante a convalescença desempenhou o cargo de capelão das Filhas de Maria Auxiliadora de Yamanaka.
Nos anos seguintes, após uma breve estadia na Irlanda, retomou o ensino, primeiro na “Salesian junior High School” de Meguro, e depois no centro educativo de Osaka. Montou um laboratório de línguas, um dos primeiros nas casas salesianas, e soube dar um grande impulso ao estudo do inglês numa época em que as jnovens gerações japonesas estavam muito desejosas de o aprender.
Após várias transferências, primeiro para a Austrália, depois para Roma, em seguida novamente para a Irlanda, em Novembro de 1980 regressou a Osaka, onde permaneceu até ao fim da sua actividade como professor, para depois passar os últimos 26 anos em Miyazaki. Nesta última comunidade destacou-se como confessor incansável; primeiro a entrar na capela todas as manhãs, foi apelidado pelos seus confrades “alma silenciosa da casa”.
Na sua vida de professor uniu um grande profissionalismo à proximidade para com colegas e alunos. Embora muito exigente, não era áspero e sabia quanto exigir de cada um, encontrando a ocasião e as técnicas adequadas para conseguir o máximo de cada aluno. Para os Salesianos de Dom Bosco e para as Irmãs da Caridade de Miyazaki desenvolveu outro serviço fundamental, o de tradutor, graças ao seu profundo conhecimento de inglês, francês, italiano e japonês, mostrando também neste sector as suas características de constância e entrega.
Hospitalizado em Maio último, em Agosto foi transferido para a casa de idosos de Beppu, mas os salesianos de Miyazaki mandaram instalar um elevador na sua casa contanto que voltassem a tê-lo com eles. “Estamos muito gratos à Província da Irlanda e à Congregação por nos terem enviado tão grande missionário”, confessou o padre Aldo Cipriani, Provincial do Japão, na homilia fúnebre.
Publicado em 21/09/2010