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13/8/2012 - RMG - Que futuro se está construindo? A confusa realidade da Síria
Fotos do artigo -RMG – QUE FUTURO SE ESTÁ CONSTRUINDO? A CONFUSA REALIDADE DA SÍRIA

(ANS – Roma) – Continua-se a combater em Alepo. O Observatório siriano dos direitos do homem afirma que os combates mais intensos se verificaram nos bairros de Chaar, Tarqi al-bab, Hanunu, Bustane al-Qasr e Salaheddin. Enquanto o exército sírio está recuperando os territórios ocupados pelos rebeldes, emergem episódios e estratégias que lesam a liberdade e os direitos humanos, particularmente dos mais fracos e dos jovens, e que revelam uma estratégia intencional.

Muitas as verdades que estão emergindo à medida que são capturados os rebeldes e recuperados os documentos em seu poder. Das informações que se adquirem, emerge o quadro de uma realidade confusa, orientada segundo um desígnio preestabelecido, financiado desde o exterior da Síria.

Jovens entre 14 e 16 anos são pagos pelos rebeldes para transportar e esconder explosivos com uma compensação de 1000 liras sírias, subdividida em duas parcelas: antes e depois da colaboração. Há rapazes muçulmanos e também católicos. Muitas famílias das zonas ocupadas encontraram refúgio em edifícios e escolas estatais, de Alepo. Mulheres e crianças são assistidas com muita generosidade pelas organizações humanitárias.

Mas dos seus relatos emerge como se esteja difundindo a ideia de que essa seja uma ‘guerra santa’: são dezenas e dezenas de milhares os mercenários que, pagos a peso de dólar ($2660), dotados de armas sofisticadas e fascinados por promessas aos mártires, apontam para Alepo.

Os rebeldes raptam figuras de relevo – conhecidos médicos, cientistas ou administradores – matando-os, ou pedindo resgates exorbitantes. Alguns serviços aos cidadãos foram interrompidos para criar ainda mais dificuldade ao povo e aumentar o seu mal-estar. Altos funcionários do estado são corrompidos para passar à oposição: mas esta já mostrou em campo a sua conotação terrorista com operações e atividades que atingiram os símbolos vitais, históricos, de civilização ou de segurança, do País... Não são poucos os saques às casas dos civis.

O estado optou pela solução militar. Nestes dias Alepo está no centro da atenção internacional. Muitos dos rebeldes caídos nos combates não são de nacionalidade síria, mas de países árabes e não árabes... Muitas famílias – que sabiam que os próprios filhos estavam engajados com contratos de trabalho nos países vizinhos – estão agora, depois de um período de falta de notícias, descobrindo os nomes dos seus filhos nas listas dos rebeldes mortos na Síria.

Está-se a mostrar com clareza o plano de fazer da Síria um estado islâmico segundo um projeto global que envolva toda a zona. O complô continua difundindo informações falsas, mirando levantar a opinião mundial contra a Síria. Quem está no local sabe que quanto está acontecendo na Síria não é fruto de um choque entre confissões religiosas.

Os renovos de liberdade – daquela que talvez por demais precocemente foi definida “primavera árabe” – estão fenecendo. Quem paga pelo erro, entretanto, é mais uma vez o pobre povo, despojado de todas as coisas, inclusive da liberdade e da vida.

Publicado em 13/08/2012

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