ANS – Agência Info Salesiana
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Portugal – Evangelização nas escolas

(ANS – Lisboa) – De 13 a 15 de abril realizou-se em Lisboa um seminário sobre “A Evangelização nas escolas da Região Europa Oeste”, de que participaram 42 pessoas, entre Superiores e Delegados de PJ das Inspetorias salesianas da Região, Dirigentes de Escolas e um Representante para cada Inspetoria, além do Conselheiro regional, P. José Miguel Núñez Moreno. Três os temas principais: “Educar evangelizando”, “Evangelizar nas escolas e nos projetos educativos”, “Os agentes de evangelização”.

O desafio lançado às Inspetorias da Região Europa Oeste consistia em “transformar a escola em lugar de evangelização da cultura e da inculturação do Evangelho” como “desafio da construção de uma escola salesiana em pastoral” de modo a apostar em “opções e estratégias concretas” que assumam o primado da evangelização no ambiente escola.

Destacando a relação entre Evangelização e Educação, o P. Mario Peressón, da Colômbia, ressaltou que como salesianos assumimos uma visão holística da Evangelização, que define e compreende a totalidade (todos os aspetos e dimensões) da missão de Jesus, chamando-lhe evangelização “reinocêntrica” própria da Igreja como sacramento, signo e instrumento do Reino de Deus. É que a totalidade da missão de Jesus é a evangelização e esta constitui a vocação própria da Igreja.

“Para nós, educadores/as no seguimento de Jesus Mestre, Evangelizador do Reino – disse ainda o P. Peressón –, a educação é lugar e mediação por excelência para realizar a missão evangelizadora. O ato educativo, o trabalho quotidiano da educação deve ser compreendido como um lugar e um tempo propício da ação de Deus”. Neste sentido – continuou o conferencista – os centros educativos salesianos são centros educativos evangelizadores e em estado de evangelização: “A pastoral educativa é a ação sistemática, orgânica e projetiva mediante a qual uma comunidade educativa procura realizar, através do seu projeto pedagógico, a missão evangelizadora de Jesus, a vinda do Reino de Deus”. Por isso quando nos perguntamos que pessoa queremos formar dizemos que queremos “uma pessoa nova que cresce até alcançar a plenitude em Cristo” através do serviço solidário, da vivência de comunhão, do anúncio e testemunho proféticos e da celebração através da liturgia da vida e na vida, para a formação integral, orientada e Cristo, plenitude da realização humana.

Já o P. Franscesc Riu, salesiano da Inspetoria de Barcelona, centrou a sua apresentação na relação entre a evangelização e o projeto educativo de cada escola. Começando por traçar a evolução das escolas salesianas ao longo dos últimos cinquenta anos, ajudou a compreender como os destinatários da missão salesiana na escola mudaram: hoje as escolas salesianas da Europa constituem um novo campo de missão para a Congregação uma vez que a maior parte das famílias e jovens que formam parte destas comunidades educativas estão muito longe da fé cristã e requerem um novo estilo de ação educativa e um novo modelo de ação pastoral.

Perante o desafio da “nova evangelização” também a escola salesiana deve participar ativamente na nova evangelização. Mas, como destacou, na “urgência de evangelizar” manifestado no CG26, “só podem evangelizar pessoas que previamente foram evangelizadas”, revendo por isso, até que ponto a visão cristã do mundo e da vida e os valores do Evangelho influem na ação educativa realizada com os alunos, adotando uma atitude serenamente crítica diante da falta de religiosidade da sociedade atual, com critérios de atuação claramente evangelizadores mediante o testemunho pessoal dos educadores.

Para isso continuamos a ter dois recursos fundamentais: a qualificação dos educadores e o projeto educativo da escola onde se concretizam as ideias de que a escola salesiana é um ambiente ideal para realizar uma ação evangelizadora. A nova evangelização desafia-nos a encontrar um novo ardor e um novo modo de comunicar a fé, onde educação e evangelização se constituem como binômio inseparável. Porque os destinatários da ação educativa são também destinatários da ação evangelizadora, o projeto educativo deve justificar as opções preferentes da escola para um período de tempo determinado, incidir na concretização de currículos escolares e determinar a orientação dos diferentes programas de modo a tornar clara a finalidade evangelizadora da escola salesiana hoje. “O projeto educativo de uma escola salesiana só será eficaz desde o ponto de vista pastoral se as equipes de educadores partilharem cordialmente que uma das suas opções preferenciais deverá ser a realização de uma ação evangelizadora significativa adaptada à situação em que se encontra a comunidade educativa: uma nova evangelização”.

Por fim, o P. Xulio Iglesias, da Inspetoria de Leão (Espanha) destacou a importância dos agentes da missão educativo pastoral, apresentando uma caracterização e a descrição de “um mapa de competências dos agentes educativos”. Antes era a comunidade religiosa quem assegurava a presença evangelizadora, ajudada por um ambiente cristão favorável que influía tanto nos professores como nos destinatários e suas famílias. Hoje é preciso ir mais longe promovendo uma qualificação pessoal e profissional e “educativo-pastoral” de todo o pessoal dos centros educativos através da formação contínua, real e verificada e que abarque todas as áreas formativas (pessoal, profissional, cristã, salesiana) com um acento especial na formação pastoral dos quadros dirigentes e órgãos unipessoais de gestão das nossas escolas. Neste sentido, no enfoque educativo-pastoral que propomos, realmente, a equipa diretiva é autenticamente e realmente a Equipe de Pastoral, dado que o “educativo-pastoral” impregna toda a ação da escola salesiana. Não pode haver nenhum aspecto, estrutura ou plano que não contenha essa conotação “educativo-pastoral”. E quem tem que promover e velar pelo seu cumprimento é a Equipe Diretiva. Daí que seja de vital importância, para levar a cabo a nossa proposta, uma liderança para trabalhar em equipe, processos de seleção dos agentes educativos da escola claros, formação e acompanhamento educativo pastoral de todos os agentes.

Destacando a relevância da experiência partilhada e a reflexão realizada nestes dias, o P. José Miguel Nuñez, Conselheiro Regional para a Europa Oeste, referiu cinco pontos de “terra firme” que devem situar-nos:

Publicado em 19/04/2012



Mianmar – Renascimento de paróquia salesiana em Yangun

(ANS – Yangun) – Segunda-feira, 9 de abril, a comunidade salesiana do Mianmar tomou posse de uma paróquia em Yangun. Trata-se de um reflorescimento para a presença salesiana na cidade: de fato já cuidara no passado de uma Paróquia, em Yangun.

A paróquia, dedicada ao Menino Jesus, surge na área noroeste de Yangun, em Hlaing Thar Yar Township. Erguida há quase dez anos, esteve administrada até agora pelo clero da Arquidiocese. Ali o território paroquial é amplo, densamente povoado, bastante pobre. Os habitantes são, em sua maioria, de fé budista e a comunidade católica se dissemina por toda a área.

Na segunda-feira de Páscoa, deu-se a tomada de posse: o Arcebispo salesiano de Yangun, Dom Charles Maung Bo, presidiu a Concelebração eucarística, durante a qual firmou com o superior da Visitadoria, P. Maurice Vallence, o contrato que estabelece os acordos entre a Arquidiocese e a Comunidades salesiana.

Para primeiro pároco salesiano da comunidade foi escolhido o P. Andrew Yan Naing Win, de 35 anos, que no passado desempenhou os encargos de Vigário e Ecônomo no noviciado de Anisakan.

“Os salesianos possuíam uma escola técnica e uma paróquia na área de Thin-gan-Gyun, faz muitos anos. É muito bom saber que os salesianos do Mianmar podem de novo desempenhar o seu ministério em favor dos pobres da cidade” – disse o salesiano em formação John Peter Zin Min Thu.

Antes da entrega da Paróquia do Menino Jesus, de presença salesiana em Yangun só havia a sede da Visitadoria e o Estudantado teológico.

Publicado em 19/04/2012



Itália – A primeira tipografia salesiana completa 150 anos

(ANS – Turim) – A gráfica fundada pelo mesmo Dom Bosco comemora seu sesquicentenário. Começada de modo mui familiar, a tipografia de Valdocco alcançou rapidamente excelência na área da imprensa e da encadernação, tornando-se escola profissional, forjando gerações de hábeis e apreciados artesãos e mestres do livro. A começar de hoje, em Valdocco se realizam três dias de conferências, laboratórios e minieventos.

O primeiro a admirar-se, hoje, seria exatamente ele - o fundador, Dom Bosco – após passar tanta tinta pelas prensas tão desejadas há 150 anos e já substituídas pelo computador e impressoras laser. Duas coisas entretanto não mudaram e delas ele se orgulharia ainda mais: o clima de família que ali se respira e o seu profissionalismo.

A ‘Tipografia do Oratório’, como era chamada a primeira Escola Gráfica Salesiana, começou a produzir em 1862, com apenas duas máquinas (com roda) e uma prensa. Entretanto, pela excelência das suas edições, a fama se impôs rapidamente quer na Itália, quer na Europa.

Dom Bosco era conhecido como grande comunicador e dizia de si mesmo: “Nessas coisas Dom Bosco quer estar na vanguarda do progresso”. E para confirmar, ele e os seus sucessores mantiveram a gráfica sempre na altura dos tempos, adaptando-a às novas tecnologias.

A 150 anos do começo, portanto, a Comunidade Salesiana, de Valdocco, Turim, Itália, mantém a Empresa gráfica; e o Centro de formação profissional gráfico recorda o evento para saber olhar e construir o futuro com a mesma coragem e a ousadia de Dom Bosco.

Para o “aniversário”, programaram-se três dias de encontros: quinta-feira, 19, sexta-feira, 20, e sábado, 21 de abril. Nos dois primeiros, realizar-se-ão encontros de atualização e laboratórios sobre as novas tecnologias para a editoria e a comunicação. Sábado, 21, pela manhã, está programada a visita à mostra rememorativa dos 150 anos: será a ocasião para admirar de perto uma antiga máquina impressora, que enriquece o cartaz evocativo, oferecido a seguir como homenagem aos presentes. Prosseguirá o congresso/mesa redonda “Um futuro já ‘impresso’ no passado e um amanhã impresso por 150 anos”, do qual participarão autoridades civis e religiosas. Por último, a premiação do concurso para o “Cartaz celebrativo da Tipografia de Dom Bosco”.

Na semana da comemoração será possível visitar: a exposição fotográfica sobre os 150 anos de atividades da Tipografia; a reconstrução da Tipografia com as tecnologias do passado; e os laboratórios com as tecnologias novas.

O livro parece ser a vítima indubitável de uma comunicação cada vez mais veloz, eletrônica, digital. Entretanto “o livro não é apenas um objeto de rápido consumo, mas uma expressão de arte, de mestria, de capacidade profissional e de competência – lê-se na brochura comemorativa –. É uma linda encadernação, um papel escolhido a dedo. São caracteres que recamam e acompanham o texto. E se ler é um prazer, nós ainda sabemos como presenteá-lo”.

Publicado em 19/04/2012