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RMG – Maria Auxiliadora e os missionários
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20 maio 2021

(ANS - Roma) - Dom Bosco cresceu imerso na devoção popular mariana de sua família. As pessoas de Becchi e de Castelnuovo costumavam invocar Maria, antes de tudo, como "Nossa Senhora do Rosário". Este fato o ajudou a desenvolver um relacionamento pessoal com Maria SS. sem nenhum título específico.

Quando iniciou o seu ministério em Turim, recorreu à "Consolata", Padroeira de Turim. E, de fato, a primeira estátua mariana da capela Pinardi foi a de "Nossa Senhora da Consolação".

Durante os primeiros vinte anos de ministério, se voltava à Imaculada Conceição. Certamente, a declaração do Dogma da Imaculada Conceição (1854) e a aparição de Lourdes (1858) tiveram influência em Dom Bosco. Procurava a Virgem Imaculada para pedir ajuda e proteção para a pastoral educativa das crianças pobres e abandonadas.

A partir de 1862, Dom Bosco passou a usar o título "Auxilium Christianorum", "Auxílio dos Cristãos", em coincidência com os difíceis acontecimentos históricos que a Igreja enfrentava. Ele disse ao P. Cagliero: “Nossa Senhora quer que a honremos com o título de Maria Auxiliadora; os tempos são tão tristes que realmente precisamos da Virgem para nos ajudar a preservar e defender a fé cristã”. Foi então que imaginou a igreja de Valdocco, construída entre 1865 e 1868, não como paróquia, mas como santuário mariano para a cidade de Turim, para a Itália, para o mundo.

A partir de 1875, Dom Bosco quis que todo envio missionário partisse daquele Santuário. Assim, por sua escolha definitiva, o santuário de Maria Auxiliadora de Valdocco tornou-se o centro de expansão do seu carisma de Fundador. O P. Egidio Viganó afirmou que, assim como o espírito missionário é um elemento essencial do carisma salesiano, também “a devoção a Maria Auxiliadora é um elemento essencial do nosso carisma; que permeia com suas características vivificando os seus elementos”. (ASC 289).

Os missionários salesianos levaram a devoção a Maria Auxiliadora a 134 países. A Associação de Maria Auxiliadora (ADMA) tornou-se um importante meio para evangelizar a religiosidade popular e alimentar a fé do povo, assim como havia imaginado por Dom Bosco. O envio missionário desde a Basílica de Maria Auxiliadora, de Valdocco, é um gesto com o qual a Congregação renova, todos os anos, o seu compromisso missionário diante de Maria Auxiliadora.

Difundir a devoção a Maria Auxiliadora é um meio para enraizar o carisma de Dom Bosco em nossos contextos. Confiemos a Ela não somente todos os nossos missionários mas também todos aqueles que estão a discernir a sua vocação missionária!

P. Alfred Maravilla SDB

Conselheiro Geral para as Missões

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