Brasil – 31 de janeiro: abertura do Processo Diocesano de Martírio do P. Rodolfo Lunkenbein e de Simão Bororo

01 fevereiro 2018

(ANS – Merure) – “Merure Rodolfo! Merure Simão! Merure, martírio, missão!”. O verso do poema de Dom Casaldáliga, bispo emérito da Prelazia de São Félix do Araguaia, não podia ser mais apropriado para descrever o que aconteceu na igreja da aldeia bororo de Merure, Estado do Mato Grosso, Brasil, em 31 de janeiro de 2018. Dom Protógenes José Luft, bispo de Barra do Garças, abriu oficialmente o Processo Diocesano sobre a vida, o martírio e também a fama de martírio e dos sinais dos Servos de Deus Rodolfo Lukenbein, Sacerdote Professo da Sociedade de São Francisco de Sales, e do índio Simão Cristão Koge Kudugodu, chamado Simão Bororo, Leigo.

Estavam presentes o bispo salesiano de Ji-Paraná, Dom Bruno Pedrão, representando os bispos salesianos do Brasil; o Inspetor de Brasil – Campo Grande, P. Gildásio Mendes dos Santos; a Inspetora das Filhas de Maria Auxiliadora do Mato Grosso, Ir. Antonia Brioschi; representantes da Conferência Episcopal do Brasil, do Conselho Indigenista Missionário (CIMI), organismo ligado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que, em seu trabalho missionário, deu novo significado ao trabalho da Igreja Católica entre as populações indígenas; da “Fundação Nacional do Índio” (FUNAI), organização do governo brasileiro, responsável pela proteção dos povos indígenas e de suas terras; muitos Salesianos, membros da Família Salesiana e, naturalmente, numerosos Bororos.

A missa teve início às 10 horas locais, diante do monumento erguido no local onde o P. Lukenbein e Simão ofereceram suas vidas no dia 15 de julho de 1976. Seguiu-se a procissão até a igreja onde, depois da comunhão, o P. Paulo Eduardo Jácomo, SDB, vice-postulador da causa, fez a leitura do Decreto de abertura do Processo diocesano, assinado pelo bispo de Barra do Garças. Depois, os membros do Tribunal assumiram seus encargos e fizeram o juramento, como também os peritos da Comissão histórica.

“Não seria possível apresentar algo melhor a Dom Bosco no dia da sua festa: um filho missionário de Dom Bosco e um indígena destinatário da sua missão, juntos pelo caminho aos altares”, comentou o P. Pierluigi Cameroni, Postulador Geral das Causas dos Santos da Família Salesiana.

O poema de Dom Pedro Casaldáliga continua assim: “na Missa e na dança, no sangue e na terra, tecem aliança Rodolfo e Simão! Merure na vida, Merure na morte, e o amor mais forte, é a missão realizada”. 

InfoANS

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