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Brasil – Alunos do Salesiano Sorocaba criam projeto de lei de incentivo às “startups”

13 julho 2018

(ANS – Sorocaba) – Um projeto proposto pelos alunos do terceiro ano do ensino médio do Colégio Salesiano São José, de Sorocaba, está ajudando jovens empreendedores da cidade. Desenvolvido dentro da disciplina de Sociologia, as propostas dos estudantes foram apreciadas pela Câmara de Vereadores e acrescidas a uma lei municipal.

Nos dias de hoje, se pode perceber que a sociedade está em plena fase de mudanças. Os cidadãos estão cada vez mais sensíveis ao que está acontecendo nas cidades, no estado, no país, enfim, na própria comunidade. A sensação de indignação com as injustiças, com a corrupção, com a situação de vulnerabilidade dos mais pobres, com a escassez dos recursos, desperta nas pessoas, por um lado, uma atitude de enfrentamento da situação e por outro, a busca de um jeito diferente de conviver.

Nesse sentido o papel da educação e mais especificamente da escola de educação básica é de propor situações práticas e conectadas com a realidade do seu entorno. Veja um exemplo bastante simples e criativo desenvolvido pelo Colégio Salesiano São José, onde professor e alunos puderam criar e propor um projeto de lei para a cidade.

A iniciativa aconteceu nas aulas de Sociologia e dentro de um projeto escolar anual que procura levar o aluno do último ano do ensino médio a conhecer o Legislativo brasileiro nas esferas municipal, estadual e federal e posteriormente a refletir sobre o papel dos legisladores, mais especificamente os vereadores do município de Sorocaba. Ao ensinar sobre a função dos legisladores de propor e aprovar leis, a professora divide os alunos em grupos e enfatiza que esses instrumentos são dinâmicos e que atendem demandas de uma sociedade em constante mudança.

Um dos grupos definiu trabalhar num seguimento extremamente atual, o do empreendedorismo, e estruturou seus estudos no sentido de contribuir com as “startups”. Denominadas como forma de “economia criativa” são consideradas um dos modelos mais promissores no mundo todo. O grupo trabalhou com a idéia central de conceder incentivo fiscal para os primeiros anos de funcionamento das “startups”, justificando que em geral são constituídas por jovens recém formados, que não possuem capital significativo para seu empreendimento nos primeiros anos de atuação.

Segundo um estudo publicado na “Harvard Business Review, estimular as “startups” se tornou algo essencial para o desenvolvimento econômico em cidades e países no mundo todo. Um ecossistema de “startups” gera opções de investimentos para os bancos, fluxo para integrantes do meio e das universidades, riqueza para os empreendedores, inovação para as grandes empresas e desenvolvimento de produtos e serviços melhores para as pessoas.

A professora Regina Ferrari e seus alunos do terceiro ano do ensino médio, por meio deste projeto mostram uma escola alinhada a um processo de mudanças da sociedade e favorece o protagonismo juvenil. O projeto de lei ganhou o número 73/2018, “dispõe sobre a inclusão de dispositivos na Lei nº 4.994/95” e foi aprovado pela Câmara de Vereadores.

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