Burundi – Emergência no campo de Makombe mobiliza VIS e Fundação Museke - que lançam APELO por ajuda

12 março 2026

(ANS – Makombe) – O campo de trânsito de Makombe, no Burundi, abriga 1.700 pessoas que fugiram dos confrontos no leste da República Democrática do Congo, retomados em dezembro passado. Entre elas, foram registradas cerca de 1.050 crianças de 0-11 anos, 300 adolescentes entre 12 e 17 anos e 350 adultos, em sua maioria mulheres. O campo foi criado em 2021 como estrutura temporária de acolhida: mas continua superlotado devido à chegada constante de novos refugiados.

Entre os residentes encontram-se refugiados de origem ruandesa — que fugiram de Ruanda em 1994 e posteriormente da República Democrática do Congo para o Burundi — e refugiados congoleses que chegaram em dezembro de 2025, após os combates na planície de Ruzizi e a tomada da cidade de Uvira.

Os campos permanentes do país estão atualmente lotados; muitos os refugiados que permanecem no centro de trânsito. Diversas organizações humanitárias atuaram no local para fornecer serviços essenciais como assistência sanitária, acesso a água, distribuição de alimentos. Entretanto, nos últimos meses, algumas atividades fundamentais foram suspensas, deixando de atender situações importantes de proteção a crianças, jovens e mulheres.

Atualmente, as famílias recebem apenas uma refeição por dia; muitos não dispõem de tenda própria; e os serviços sanitários e chuveiros são insuficientes.

Também faltam atividades educativas e espaços seguros para crianças menores, enquanto mulheres e meninas deixaram de receber kits menstruais e serviços de escuta e acompanhamento.

Por esse motivo, a ONG salesiana «Voluntariado Internacional para o Desenvolvimento» (VIS), em parceria com a Fundação Museke, de Brescia (Itália), planeja intervir imediatamente com ações concretas voltadas às pessoas mais vulneráveis.

Entre as atividades previstas estão:

-        distribuição diária de uma refeição quente e nutritiva para as crianças menores;

-        distribuição de kits menstruais para mulheres e meninas;

-        criação de espaços seguros com atividades lúdicas e educativas para as crianças;

-        formação de líderes da comunidade, para atuarem na sensibilização sobre os direitos dos menores e a saúde sexual e reprodutiva dos jovens.

A meta é aumentar a segurança de crianças e mulheres, além de oferecer suporte a uma ‘comunidade’ que, mesmo enfrentando desafios, mantém sua resiliência e habilidade para conviver.

Mais informações: https://new.volint.it/ 

Fonte: VIS

InfoANS

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