RMG – Com alegria e Esperança: o Reitor-Mor no primeiro aniversário de sua eleição

(ANS – Roma) – Por ocasião do primeiro aniversário de sua eleição a Reitor-Mor, a ANS tem o prazer de apresentar esta entrevista especial com o Fabio Attard. Nesta etapa de seu serviço à Congregação, o XI Sucessor de Dom Bosco relembra o caminho percorrido no último ano, marcado por desafios, graças recebidas e momentos particularmente significativos. Ele compartilha reflexões sobre a centralidade de Cristo, sobre a força e a atualidade da identidade salesiana, sobre a dimensão missionária da Congregação, sobre os desafios que os jovens enfrentam hoje e sobre as perspectivas do caminho num mundo em rápida mudança. Com gratidão e Esperança, o encontro oferece um olhar sobre o coração de seu ministério de governo e sobre a visão que orienta o futuro da missão salesiana.

- P. Fábio, já se passou um ano desde a sua eleição a Reitor-Mor. Como o senhor descreveria este primeiro ano do seu mandato?

- Eu o descreveria como um ano de descoberta — a descoberta de uma realidade que é ao mesmo tempo variada e complexa. Entretanto, uma coisa continuo a confirmar dentro de mim - tendo já feito parte do Conselho anteriormente - : o fio condutor do Carisma Salesiano.

Continuo vendo como Dom Bosco está verdadeiramente vivo e presente nos diversos contextos da Congregação. Em cada contexto, há significado no modo como os Salesianos vivem seu carisma. Para mim, este ano foi uma confirmação, mas em escala muito mais ampla, do que eu já sabia antes de ser eleito Reitor-Mor.

- Houve muitos momentos e eventos importantes para o senhor este ano: quais os momentos mais... memoráveis?

Dois momentos memoráveis vêm à tona com muita clareza na minha mente e no meu coração.

O primeiro é a celebração do 150º aniversário da Primeira Expedição Missionária salesiana. Por meio dessas celebrações comemorativas, tive a oportunidade de aprofundar a compreensão do que acontecera na época e, depois, de reviver essas experiências, tanto em Turim quanto em Gênova. Lá redescobri a grandeza de Dom Bosco — um homem de Fé, que ousou olhar para o mundo com visão missionária.

O segundo momento foi a nossa visita, como Conselho Geral, ao Papa Leão XIV. Tivemos a oportunidade de nos encontrar com o Santo Padre. De certa forma, nos imaginamos como Dom Bosco e seus Conselheiros encontrando-se com o Papa. Ele nos pareceu realmente como um pai que se encontra com seus filhos e os abençoa. - Esses foram dois momentos muito intensos e significativos para mim.

- E o senhor já tem a sensação de que alguns dos seus sonhos estão-se a tomar forma? Está satisfeito?

Diria que não depende tanto dos sonhos. Depende mais das prioridades que o Capítulo Geral nos deu. Meus sonhos são justamente os de concretizar plenamente essas prioridades do Capítulo Geral 29.

Podemos expressá-las em quatro áreas principais:

Primeiro, reforçar a centralidade de Cristo em nossa vida cotidiana.

Segundo, desenvolver uma proposta pastoral atualizada e realizada com profissionalismo.

Terceiro, enfrentar os desafios pastorais impostos pela Inteligência Artificial (IA).

E quarto, reforçar a formação salesiana como oportunidade para aprofundar nossa identidade carismática.

Portanto, minha satisfação vem do ver como estamos gradualmente avançando nessas direções.

- O senhor encontrou-se com o Santo Padre várias vezes este ano. Que mensagem o marcou mais?

Duas mensagens do Santo Padre me tocaram profundamente.

Em primeiro lugar, ele nos encorajou a ser proféticos e corajosos ao anunciar o Evangelho aos jovens neste contexto globalizado, no qual o vocabulário está mudando, as imagens estão mudando, a cultura está mudando e as situações sociais estão em constante evolução. Ele nos exortou a viver dentro desse contexto e a permitir que a Mensagem Evangélica se integre nele.

A segunda mensagem foi seu incentivo para continuarmos a fortalecer nossa presença missionária em lugares difíceis. Ele nos disse: Vocês têm força, têm experiência, têm recursos para estar presentes nas situações mais perigosas e desafiadoras. Vocês já estão fazendo isso: continuem a fazê-lo; e ainda mais. Esse incentivo nos foi muito forte e tranquilizador.

- O senhor visitou várias Regiões da Congregação. Poderia resumir sua impressão em... três palavras?

- É uma pergunta... difícil. As três palavras que resumem minha impressão são: viva, engajada, proativa.

A Congregação Salesiana está mui viva — em diversas regiões e de maneiras diferentes, pois os desafios que enfrenta são diferentes. Em segundo lugar, vejo que a Congregação está muito engajada em tentar ser o mais significativa possível para os jovens, especialmente para os jovens pobres. Em terceiro lugar, vejo que a Congregação é proativa ao responder às necessidades novas e emergentes em diversas partes do mundo — em sua crescente atenção aos pobres, aos mais abandonados, aos refugiados, ao trabalho de animação social.

- Quais são as preocupações ou desafios que o senhor mais nota nos Coirmãos?

- A primeira preocupação é crescer ainda mais em nossa identidade — nossa identidade de Crdentes e de Salesianos de Dom Bosco. Esse já era um tema denso durante o Capítulo Geral e continua a emergir claramente nos encontros. Neste mundo globalizado, devemos garantir que nossa identidade não seja enfraquecida por nossas atividades. E vejo essa preocupação como algo muito positivo.

A segunda preocupação diz respeito aos recursos. Quanto mais nos dedicamos aos jovens, mais nos deparamos com suas necessidades e desafios. Às vezes, tanto os recursos humanos quanto os subsídios não são suficientes. Por um lado, isso destaca a necessidade de crescer na identidade. Por outro, mostra a necessidade de responder de forma criativa às oportunidades. Mesmo que as vejamos como desafios, elas indicam uma atitude positiva relativamente à nossa missão.

- O senhor dispõe de sensibilidade especial pelas Inspetorias e pelos Coirmãos que vivem em situações de guerra, dificuldades... Como o senhor mantém contato com eles? Como os apoia?

- Em nível mundial, estamos testemunhando o que os comentaristas políticos – e até mesmo o Papa Francisco – descreveram como uma terceira guerra mundial... fragmentada. Em muitos lugares, nossos Irmãos salesianos atuam em meio a conflitos, guerras civis, situações de guerrilha, graves problemas sociais...

Mantenho contato com eles por todos os meios de comunicação disponíveis. Procuro falar diretamente com quem está em campo. Eles apreciam muito tal proximidade. Além disso, certifico-me de que suas situações sejam divulgadas em toda a Congregação.

Por exemplo, durante nossos encontros com o Papa Leão, fiz questão de levar diretamente a Ele as histórias deles. E Ele demonstrou verdadeiro interesse e encorajamento em relação a essas situações.

O que mais me impressiona é a determinação deles em permanecer. Apesar das dificuldades, não expressam o desejo de partir. O seu testemunho e dedicação são realmente uma honra para as pessoas a que servem e um incentivo para todos nós.

- Quais são as realidades dos jovens que mais o impressionaram durante suas visitas?

Na América, na Ásia e na Europa, percebi uma profunda sede de ‘sentido’ entre os jovens. Quando nos reunimos, nos encontramos, em momentos de diálogo verdadeiro — não apenas em momentos de festa e canto, que são importantes — mas quando os ‘ouvimos’ de verdade, descobrimos seu desejo por espaços de relacionamento e pertencimento: buscam sentir-se ouvidos.

As perguntas que brotam de seus corações revelam um desejo de comunidade e de sentido. Sim, há uma sede de espiritualidade no sentido mais amplo do termo. Quando lhes são oferecidos momentos de silêncio, reflexão e contemplação, eles respondem positivamente — especialmente aqueles que já fazem parte de nossas Casas e de nossas experiências.

- Um de seus sonhos é ajudar os Coirmãos a conhecer e a amar mais Dom Bosco. Quais são os seus projetos?

Esse desejo nasce diretamente da preocupação pela identidade expressa no Capítulo Geral.

Já temos muitas experiências valiosas de formação na América Latina, África, Ásia e Europa. Observando seus frutos, vemos que elas devem ser reforçadas e consolidadas.

Recentemente, decidimos instituir um Centro de Alta Formação Salesiana, no ‘Colle Don Bosco’. Não se trata de criar algo completamente novo, mas de coordenar os cursos já existentes e que estão trazendo benefícios a muitos — na Pastoral Juvenil, na direção espiritual, no governo/liderança salesianos.

Muitos leigos hoje pertencem à nossa missão não apenas funcionalmente, mas também carismaticamente. Aprofundar o carisma e descobrir Dom Bosco de maneira mais profunda é uma necessidade real que emerge de sua experiência. O centro visa responder a essa necessidade.

- O Conselho Geral se compõe de 16 membros. Como se avalia a sua contribuição? Segue-se uma estratégia de liderança específica?

Somos dezesseis membros provenientes de doze países diferentes. Isso reflete a dimensão internacional da Congregação.

Todos têm uma sólida experiência em governo e animação. Nossa principal estratégia é o discernimento. Ouvimos atentamente os desafios nas diferentes Regiões (salesianas). Nós os interpretamos à luz do Capítulo Geral e do que Deus está a nos dizer hoje. Então, juntos, de forma sinodal, tomamos as decisões.

Procuramos fazer com que todas as vozes sejam ouvidas. Na sinfonia de vozes diferentes, procuramos discernir para onde o Espírito de Deus está a nos guiar.

- Vocês colaboram com as Irmãs FMA e com a Família Salesiana (FS). Colaboram também com outras Congregações Religiosas e Organizações globais?

- Certamente. Com as FMA a colaboração é assaz forte em muitos âmbitos. Por exemplo, o Movimento Juvenil Salesiano é um belíssimo espaço de colaboração. Também no setor escolar a cooperação é muito forte. E no caminho da FS há numerosos âmbitos em que caminhamos juntos.

Quanto às demais Congregações, nem sempre temos projetos comuns em nível organizacional. Muitas Congregações, entretanto, nos procuram para compartilhar nossas experiências. Recentemente, duas Congregações nos pediram para ministrar sessões sobre liderança e compartilhar nossas melhores práticas na formação e na Pastoral Juvenil. Portanto, mesmo que não haja parcerias formais, há um verdadeiro intercâmbio de experiências e de aprendizado.

Ao mesmo tempo, também aprendemos – e como! – com as outras Congregações. Perguntamos pelo que fazem nos setores em que atuamos. Esse fluxo de e e compartilhamento ocorre não só em nível central, mas também no nível provincial e nacional.

No que diz respeito às organizações globais, estamos presentes em Bruxelas por meio da ‘Don Bosco International’ (DBI), nas Nações Unidas por meio da ‘Don Bosco UN’ e na África por meio da ‘União Africana’. Graças a essas presenças, conectamos as realidades locais às plataformas internacionais.

No campo da educação e da formação profissional, colaboramos não apenas com os governos locais, mas também com organizações internacionais que gerenciam projetos em várias partes do mundo. Colaboramos com elas para garantir que esses projetos realmente cheguem aos jovens e contribuam para moldar seu futuro (deles).

- Os Salesianos são a segunda Congregação religiosa mais numerosa. Apesar do ligeiro declínio numérico, como percebem o crescimento das vocações para o futuro? Como pretendem consolidar os números e as presenças?

- Há dois aspectos a serem considerados.

Em primeiro lugar, no que diz respeito às vocações, é claro que as mudanças demográficas influenciam o crescimento vocacional. Por exemplo, o que chamamos de crise vocacional na Europa está intimamente ligado às mudanças na estrutura familiar e no estilo de vida. Não temos mais famílias numerosas como antigamente; temos famílias nucleares. Agora estamos testemunhando mudanças semelhantes em algumas partes da Ásia: dos sistemas familiares patriarcais às famílias nucleares, da vida rural à urbana.

Essa mudança não deve ser interpretada como se alguém estivesse fazendo algo errado. Pelo contrário, ela nos convida a rever nosso modelo pastoral. Como nos engajamos pela educação e a evangelização numa sociedade pós-moderna? Que linguagem devemos usar?

Ao mesmo tempo, embora as vocações à vida consagrada possam ser menos numerosas em algumas áreas, estamos testemunhando um aumento significativo de Colaboradores leigos profundamente comprometidos por nossa missão. Hoje, quando falamos de presença salesiana, não nos referimos apenas aos Coirmãos Salesianos Consagrados, mas à Comunidade pastoral educativa — leigos e salesianos que compartilham a mesma missão.

Agora, no que diz respeito à consolidação: uma das prioridades da Congregação nos últimos vinte anos tem sido a coerência da vida comunitária. Os salesianos não estão presentes apenas para garantir um funcionamento regular. Estão presentes para testemunhar por meio de sua Consagração.

Não se trata de ter um ou dois salesianos espalhados por muitos lugares. Trata-se de ter Comunidades cuja própria vida é a mensagem. Se os números diminuírem, talvez tenhamos que unir as presenças, fortalecer as comunidades que acompanham múltiplas obras, ou até mesmo fechar algumas presenças após um sério discernimento. O desafio vocacional pode reduzir os números, mas não deve enfraquecer a identidade.

- Os SDB têm 93 inspetorias atuando em 137 países. Como promovem a unidade e uma visão compartilhada numa Congregação tão culturalmente diversificada?

- Essa pergunta toca na força do carisma.

Quando nos reunimos para um Capítulo Geral, temos mais de duzentos salesianos provenientes de cerca de 137 países. No entanto, de alguma forma, a linguagem do carisma é a mesma. As imagens, as referências, a inspiração — são compartilhadas.

A Congregação é madura o suficiente para permitir que a força do carisma no coração de cada Salesiano dialogue com as realidades locais. A expressão de nossa proposta pode diferir num contexto cristão em relação a outro não cristão. O vocabulário pode mudar. Mas quando chegamos ao coração dos jovens — seu desejo de sentido, de amor, de acompanhamento — o Sistema Preventivo fala universalmente.

A força da Congregação reside em estarmos profundamente enraizados em nossa identidade consagrada e profundamente comprometidos com o contexto em que servimos. Quando nos relacionamos com os jovens no plano humano, com empatia e respeito, o Carisma encontra seu caminho.

- Qual é a prioridade considerada mais urgente para a missão salesiana, hoje?

- A prioridade mais urgente é a nossa identidade. Se perdermos nossa identidade de credentes que seguem os passos de Dom Bosco, corremos o risco de sermos moldados inteiramente pela cultura que nos rodeia. Apresentaríamos um produto, e não uma experiência.

Nossa identidade — enraizada nos valores evangélicos e enriquecida pelo Sistema Ppreventivo — nos permite oferecer uma humanidade inspirada em Cristo. Quanto mais avançamos, mais clara deve se tornar nossa identidade.

- Como a Congregação está respondendo às rápidas mudanças culturais e digitais que afetam os jovens?

O desafio digital é enfrentado em vários níveis nas diferentes Inspetorias. Faz parte da nossa realidade e não podemos ignorá-lo.

Em muitas Universidades e Centros, esse tema já é objeto de estudo aprofundado. O que nos preocupa é: - O que o mundo digital nos diz, como educadores, à luz do Evangelho?

Propus a ideia de um «think tank» internacional — não para produzir documentos, mas para permitir uma reflexão séria sobre a IA e a cultura digital no nível da liderança, com a ajuda de especialistas de todo o mundo. Essa reflexão poderá então se espalhar pelas Inspetorias.

Devemos nos fazer duas perguntas: como estamos integrando o digital em nossa missão e de que maneira o digital está moldando nossa maneira de pensar? Ambas as coisas devem andar de mãos dadas.

É interessante notar que nossa insistência nesse desafio precedeu a eleição do Papa Leão. Quando ele também o destacou com veemência, isso confirmou que estamos indo na direção certa.

- Qual é a contribuição especial que os Salesianos dão ao mundo hoje?

- Acredito que seja a experiência do espírito de família.

Muitas vezes, quando as pessoas entram numa Casa salesiana, dizem: «Parece que já estive aqui». Essa é a atmosfera de família.

Ser amigo dos jovens não é apenas uma ação: é uma atitude. Não significa que eles já nos conheçam. Significa que decidimos estar com eles. E para eles.

Em locais de conflito, as pessoas correm para as Casas religiosas, como nossas casas salesianas, porque sabem que esses lugares são espaços de acolhimento e proteção. O que Dom Bosco oferece é um senso de casa, de lar — um lugar de alegria, acolhimento, pertencimento.

- Os Salesianos continuam promovendo a ecologia e a educação para a paz? Como isso se vê hoje?

Sim. Nos últimos Capítulos Gerais, dedicamos especial atenção à ecologia.

Quando visito nossas escolas, fico sempre impressionado com o quanto os ambientes são limpos, organizados e respeitosos. Não se trata de ser o primeiro da classe; trata-se de criar consciência para ambientes ecologicamente sustentáveis. E quando se respeita a Pessoa, respeita-se naturalmente a Criação.

Quanto à educação para a paz, em muitas de nossas presenças há jovens de diferentes religiões e grupos étnicos, e, no entanto, há harmonia. Por quê? Porque dentro de nossas Casas há familiaridade, respeito, comunhão.

Não pedimos um certificado de religião ou de etnia. Há fraternidade e solidariedade. Talvez devamos tornar esse testemunho mais explícito. Mas ele já é profundamente vivido.

- O que o sustenta, pessoalmente, todos os dias nesta missão exigente?

- O que me sustenta todos os dias é a vida de oração.

Esta missão está enraizada em nossa Consagração. É nela que encontramos alimento, luz para as decisões e encorajamento para continuar a servir os jovens. Ser consagrado não é um detalhe: é o que somos. A partir dessa convicção, seguimos em frente juntos como comunidade, procurando ser ‘Dom Bosco hoje’.

- Há algum trecho da Escritura ou alguma expressão salesiana que o tenha guiado este ano?

- Sim, o trecho que escolhi para a Estreia: “Fazei o que Ele vos disser”.

Durante o Capítulo, senti que estaríamos muito abertos ao que o Espírito nos dissesse. Na cena evangélica de Caná, Maria não ofereceu uma solução; ofereceu uma atitude. Ela convidou à confiança e à escuta atenta.

Hoje, em vez de nos apressarmos em encontrar soluções, somos chamados a nos perguntar: - Quem devemos ser? Há que ser ouvintes atentos ao que o Espírito nos diz e ter a coragem de seguir em frente de acordo com isso.

- Qual foi o momento mais feliz neste primeiro ano?

- O encontro que o Papa Leão concedeu ao Conselho Geral.

Não tivéramos a oportunidade de encontrar o Papa Francisco durante o Capítulo Geral devido à sua saúde; e o Papa Leão foi eleito após a conclusão do nosso Capítulo. Portanto, quando nos foi concedido um encontro com Ele, eu mal podia esperar.

Recebeu-nos como Pai. Tratou-nos como a Filhos. Encorajou-nos fundamente. Esse foi realmente um momento decisivo para mim.

- E qual foi o momento mais desafiador do seu primeiro ano?

- Minha preocupação constante pelos Coirmãos em situações de guerra e conflito.

Todas as semanas estou em contato com eles, acompanhando-os no plano humano e espiritual. Convido também outras pessoas a acompanhá-los na Oração.

O feedback deles é profundamente comovedor. Eles se sentem parte da Congregação. Sentem-se acompanhados. E saber que a Congregação está ao seu lado, ajuda-os a enfrentar com coragem os desafios externos.

- No início de seu segundo ano como Reitor-Mor, que palavra gostaria de deixar para cada salesiano no mundo?

- Duas palavras: Alegria e Esperança.

Alegria, porque o que estamos fazendo não é nosso — estamos respondendo ao chamado de Deus. E Esperança, porque essa convicção nos enche de confiança no futuro.

É uma alegria que se torna contagiante. Ao vivê-la, damos testemunho dela. E, ao testemunhá-la, oferecemos sentido e Esperança aos Jovens. E assim o amanhã já está a se moldar hoje.

InfoANS

ANS - “Agência iNfo Salesiana” - é um periódico plurissemanal telemático, órgão de comunicação da Congregação Salesiana, inscrito no Registro da Imprensa do Tribunal de Roma, n. 153/2007. 

Este sítio utiliza ‘cookies’ também de terceiros, para melhorar a experiência do usuário e para fins estatísticos. Escorrendo esta página ou clicando em qualquer de seus elementos, aceita o uso dos ‘cookies’. Para saber mais ou negar o consentimento, clique na tecla "Mais informações".