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(ANS – Chiari) – Sexta-feira, 15 de junho, presidindo as exéquias do P. Silvio Galli SDB, o Reitor-Mor, ao fazer a homilia, tracejou breve e incisivamente a catequese sobre a devoção ao Coração de Jesus. Uma devoção que, própria da tradição e do carisma salesiano, poderia tornar-se juvenil.
A morte do P. Silvio Galli (1927–2012) deixou um grande vazio, não só na comunidade salesiana de Chiari e na Inspetoria Lombardo-Emiliana mas também entre tanta gente que achara nele um confessor, um guia espiritual e sobretudo um auxílio: entre esse tanto povo, os membros da Associação “Auxilium”, por ele fundada para servir os mais pobres e necessitados. Cerca de seis mil as pessoas que no dia precedente ao funeral haviam desfilado perante seus despojos por afeto e gratidão.
Às exéquias, participadas por cerca de 3 000 pessoas, esteve presente o Reitor-Mor, com o P. Francesco Cereda e P. Pier Fausto Frisoli, respectivamente Conselheiros gerais para a Formação e para a Região Itália-Oriente Médio.
A data do funeral, que coincidiu com a festa do Sagrado Coração de Jesus, esteve a indicar “quanto ele creu e comunicou, quanto ele viveu e propôs, isto é, que a nossa vocação é a santidade e que nos tornamos santos fazendo quanto Jesus nos disse e fez: «Amar a Deus com todo o coração, toda a mente e todas as forças; e ao próximo como a nós mesmos»”. Uma necessária memória eucarística para o P. Galli, “cuja grandeza humana, espiritual e salesiana, foi exatamente a de ter-se deixado amar por Deus, de modo a tornar-se ele próprio encarnação do amor de Deus para o próximo, especialmente para os mais pobres, necessitados, marginalizados: um autêntico Bom Samaritano, como Dom Bosco”.
“Uma tal festa nos mostra de fato que tudo se deve ao amor, começando pelo desígnio original de Deus e pela criação, até à redenção e à plenitude eterna da comunhão em Deus. Tudo isso resplende de modo singular no Coração de Jesus”. Fazendo próprias algumas passagens da ‘Gaudium et Spes’ e dos Evangelhos, o P. Chávez sublinhou que a ferida aberta no lado tem um dúplice valor: “É antes de tudo uma porta aberta na carne de Cristo, que nos permite entrar nEle e no seu mistério. Assim nós, como diz o Apóstolo Paulo, estamos em condição ‘de compreender com todos os santos qual seja a amplitude, o comprimento, a altura e a profundidade, e conhecer o amor de Cristo’. E é também fonte de onde jorra sangue e água. Do Coração de Cristo dimanou a água que dá a vida e o sangue que purifica”.
A devoção ao Sagrado Coração de Jesus, purificada de toda expressão sentimental, enriquecida bíblica e teologicamente, “deve ser conservada e difundida como manifestação suprema do amor sensível e humano de Jesus, que se doou ao Pai e a nós. – E depois, em chave mais salesiana – poderia tornar-se uma devoção juvenil, capaz de atrair os jovens, tão atentos ao amor e ao símbolo do coração, levando-os a beber com alegria nas fontes da salvação’: o que se encontra apenas no amor verdadeiro, no que se faz oblação de si, que não se apossa dos outros”.
Citando os artigos das Constituições, a seguir especificou: “Para nós salesianos esta devoção foi tão familiar a ponto de ser assemelhada ao ícone do Bom Pastor, que conquista com a mansidão e a doação de si (11), e à caridade pastoral (14). A reflexão sobre a vida de Dom Bosco nos permite avaliar até que ponto o nosso amado Pai e Fundador se inspirou de modo consciente na caridade do Cristo”. “A caridade apostólica, que é o centro do nosso espírito, corresponde exatamente a quanto o nosso Patrono chamava, segundo o linguagem do tempo, «devoção»”.
“A nossa vida e vocação são uma continuação da missão de Cristo no pregar, no abençoar, no perdoar, no educar, no consolar, no salvar. Por isso a nossa missão não consiste em fazer coisas, fossem elas deslumbrantes, mas em ser sinais e portadores do amor de Deus aos jovens, tornando-nos santos”.
O texto integral da homilia, em língua italiana, está disponível em sdb.org.
Publicado em 18/06/2012